Juan Román Riquelme é, sem dúvida, um dos jogadores mais talentosos que a Argentina já produziu. Conhecido por sua categoria, visão de jogo e personalidade forte, ele conquistou o coração dos torcedores do Boca Juniors e encantou o mundo com seu futebol arte. Nascido em San Fernando, província de Buenos Aires, Riquelme começou sua carreira nas categorias de base do Boca e rapidamente se destacou.
Em 1996, estreou profissionalmente pelo Boca Juniors, clube onde se tornou ídolo. Sob o comando de Carlos Bianchi, Riquelme foi peça fundamental na conquista da Copa Libertadores em 2000 e 2001, além do Mundial Interclubes em 2000, contra o Real Madrid. Sua atuação na final mundial, dando um toque de classe para o gol de Palermo, entrou para a história.
Em 2002, Riquelme foi para o Barcelona, mas não conseguiu se firmar, enfrentando concorrência e lesões. No entanto, sua passagem pelo Villarreal, a partir de 2003, foi brilhante. Ele liderou o clube espanhol a uma semifinal da Champions League em 2006, eliminando gigantes como Barcelona e Inter de Milão no caminho. Seu futebol refinado e sua capacidade de decidir jogos o tornaram um dos melhores meias da Europa na época.
Riquelme também defendeu a Seleção Argentina em várias competições, incluindo a Copa do Mundo de 2006 e a Copa América de 2007, onde foi campeão. Apesar de não ter conquistado uma Copa do Mundo, seu legado é imenso. Ele é lembrado como o último grande camisa 10 argentino, um maestro que ditava o ritmo do jogo.
Em 2007, Riquelme retornou ao Boca Juniors, onde continuou a mostrar seu talento. Conquistou mais uma Libertadores em 2007 e o Campeonato Argentino em 2008 e 2011. Encerrou a carreira em 2015, sendo considerado um dos maiores ídolos da história do clube. Sua aposentadoria deixou uma saudade imensa nos amantes do futebol.
O estilo de jogo de Riquelme era hipnotizante. Sua famosa "pausa" – aquele instante em que ele parava com a bola dominada, levantava a cabeça e esperava o melhor momento para passar – desconcertava os adversários e encantava os espectadores. Ele não corria muito, mas seu cérebro processava o jogo mais rápido que qualquer um. Essa inteligência tática, combinada com um passe de médias e longas distâncias preciso e uma capacidade de finalização de fora da área, fez dele um dos meias mais completos de sua geração. Muitos analistas dizem que Riquelme foi o último grande armador clássico, antes do futebol se tornar tão físico e veloz.
Você sabia? Riquelme nunca ganhou a Bola de Ouro, mas é frequentemente citado por colegas de profissão como um dos jogadores mais geniais que já viram. Sua frase "La pelota siempre al pie" resume sua filosofia: controle, paciência e inteligência.
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