Em 2023, Marco Reus escreveu mais um capítulo de sua saga com o Borussia Dortmund, um roteiro que mistura glória, superação e aquele gostinho de ‘quase’ que o futebol sabe entregar como ninguém. Imagina a cena: 18 de março, o Signal Iduna Park pulsando, o Dortmund encarando o Köln. Reus, com a classe de sempre, deixa sua marca duas vezes no massacre de 6 a 1. E não era só gol, era história! Com 161 tentos, ele ultrapassava Michael Zorc e se tornava o segundo maior artilheiro do clube, atrás apenas do lendário Alfred Preißler, com 177. ‘É o Dortmund no meu coração’, disse ele, com aquele brilho nos olhos de quem vive o amarelo e preto como uma religião. Um príncipe que não precisa de coroa pra reinar.

Mas o ano também teve seu momento de reflexão. Em 6 de julho, Reus chamou Edin Terzić e Sebastian Kehl pro canto e soltou a bomba: ‘Chegou a hora de passar o bastão’. Depois de cinco anos com a braçadeira, ele decidia deixar a capitania, um gesto de quem entende que o tempo pede renovação. ‘Quero focar em jogar, em ajudar o time de outra forma’, revelou, com a serenidade de um veterano que já enfrentou todas as tormentas.
Emre Can assumiu o posto, mas o legado de Reus como líder? Esse ninguém apaga. Foi o adeus a um símbolo, mas não ao amor eterno por esse clube. Marco Reus, o camisa 11, segue sendo a alma de Dortmund – com ou sem faixa no braço!




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