Philippe COUTINHO: DO APOGEU AO OSTRACISMO

Texto escrito por Kauan André

Todo jovem brasileiro já sonhou em ser jogador de futebol, jogar em seu time de coração e brilhar por um grande clube europeu. Coutinho não foge disso.

Philippe Coutinho Correia, mais conhecido como Philippe Coutinho ou simplesmente Coutinho, é um jogador com 28 anos de idade e atualmente joga pelo Barcelona.

Coutinho no Brasil

Coutinho começou a sua carreira no futsal do seu clube de coração, se destacou muito e subiu rapidamente para os profissionais do cruz maltino, a 1º etapa do seu sonho havia se concluído, se tornou jogador de futebol profissional pelo seu clube de coração, o Vasco da Gama. Mais do que isso, ganhou o título da série B de 2009, e aos 18 anos foi vendido para um dos maiores clubes do mundo, a Inter de Milão, (por míseros 4M de Euros).

Coutinho em seu começo na Europa

Coutinho em seu começo nessa aventura europeia não foi muito bem utilizado pelo clube Nerazzure, foi emprestado ao Espanyol, (o primo pobre do Barcelona), aonde se destacou e jogou muito bem. A Inter decidiu dar mais uma chance ao jovem talento brasileiro. Até que chegou o Liverpool, o gigante inglês quis Coutinho para fazer a dupla com o lendário jogador dos Reds, Steven Gerrard.

Coutinho na Inglaterra

Chegou a Inglaterra com moral, pegou a 10 do time, se destacou muito jogando a Premier League, ganhou até o apelido de Little Magician, (o pequeno mágico, em português).

Se destacando cada vez mais começou a ser convocado para a seleção brasileira principal, e cada vez mais se tornando figurinha carimbada na seleção de Dunga e mais tarde na seleção de Tite. Mais um de seus sonhos havia se realizado, jogou em seu clube de coração, foi campeão com ele, brilhou por um gigante europeu e virou jogador de seleção brasileira, uma carreira quase que perfeita né? Mas faltava algo, algo que todo jogador de futebol profissional almeja, faltava para Phelippe Coutinho vencer títulos. Com a chegada de Klopp a diretoria dos Reds acreditavam que seu time ficaria mais competitivo e venceria títulos. Em 2017 Coutinho chegou no seu apogeu, fez um quarteto incrível com Firmino, Mané e Mohamed Salah.

Coutinho chegou no Top 10 de jogadores mais valiosos do mundo, e com a saída de Neymar do Barcelona para o PSG, cresceu um forte interesse do clube da Catalunha pelo astro brasileiro dos Reds.

Kloop fez de tudo para manter seu camisa 10 no time, prometeu que faria de Coutinho ídolo do Liverpool, mas a vontade de vencer títulos falou mais alto no coração do jogador. Em 2018 na janela de transferências de inverno europeu, Phelippe Coutinho se tornou o jogador mais caro da história do Barcelona e uma das transferências mais caras da história do futebol mundial.

Coutinho no Barcelona

Chegou como um astro e veio para se tornar um ídolo, um sucessor a altura de Messi. E começou muito bem, pegou a camisa 14, a lendária camisa do ídolo holandês Cruyff.

Coutinho estava voando e brigando pelo título da La Liga como um dos principais jogadores do time, mas enquanto brigava pelo título da La Liga, viu seu antigo time chegar a final da UEFA Champions League. Coisa que o Barcelona não faz a anos.

Coutinho caindo no ostracismo

Após uma excelente Copa do Mundo feita pelo astro brasileiro, (na minha opinião o melhor jogador do Brasil naquela copa). Coutinho começou a oscilar, suas atuações não eram mais encantadoras e não só ele e sim todo o time do Barça apresentou uma queda de rendimento brusca, enquanto seu antigo time começou a viver uma das melhores fases da história.

A queda de rendimento de Coutinho começou a partir do momento que ele trocou a camisa 14 para a camisa 7. A “amaldiçoada camisa 7”. Desde David Villa nenhum outro jogador conseguiu ser destacar usando a camisa 7 no clube, algo muito parecido com o United desde a saída do Ronaldo para Madrid.

A queda de rendimento foi tão grande que a diretoria blaugrana decidiu por emprestá-lo, pagando 12M de euros pelo empréstimo com o passe fixado em 80M de euros, ou seja, 71M de euros a menos do que o Barcelona investiu em seu atleta. De futuro sucessor do Messi para jogador negociavel…

Coutinho na Alemanha, uma chama de esperança

Bayern de Munique, o maior time de futebol de toda Alemanha viu no camisa 7 do Barcelona alguém que poderia se tornar ídolo do clube.

Chegando novamente com moral, o clube alemão deu a camisa 10 pra ele, a camisa que pertencia a lenda holandesa Robben, começou a se destacar muito e com a queda de rendimento do seu colega de time, Thomas Müller, Coutinho começou a brilhar. Fez uma partida perfeita com a camisa bávara, 3 gols e duas assistências. O mundo achava que o Little Magician deu a sua volta por cima.

Com a queda de Niko Kovac do comando do clube alemão e com a chegada de Hans Flick, Thomas Müller recuperou a grande forma e Coutinho teve uma queda significativa em seu desempenho. Do banco de reservas Coutinho se sagrou campeão de todos os títulos possíveis com a camisa do Bayern.

Com a camisa Bávara, Phelippe se tornou a pior contratação da história do Barcelona, na champions league, em uma partida pelas quartas de finais da competição. O Barcelona foi humilhado pelo clube alemão, 8-2, com direito a 2 gols e 1 passe do Coutinho, que havia saído do banco de reservas.

Em 2021, ele retornou para o Clube Espanhol, mesmo jogando relativamente bem pelo clube alemão o time não teve interesse na continuidade do atleta, dispensando ele no final da temporada.

Hoje, lesionado, não segue nos planos do clube da Catalunha, se tornou um peso para as finanças do time, que pretende vender ele o mais rápido possível.

Aquilo que o Coutinho mais queria aconteceu, venceu títulos, mas não foi protagonista em nenhum deles. De um dos mais valiosos do mundo para um jogador mais do mesmo. Viu o clube aonde era ídolo passar por uma das melhores fases da história, sendo campeão da champions, do mundial de clubes, da Premier League depois de 30 anos.

Sera que Coutinho ainda tem a chance de dar a volta por cima? Enquanto a tempo a esperança, nós torcedores do Brasil torcemos para que ele volte ao seus tempos de glória.

** A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Resenha da Torcida

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