Texto escrito por Franklin Augusto
O futebol é uma daquelas obras de arte que encanta o mais profundo conhecedor e o leigo por vários motivos, mas vamos enfatizar um: superação.
“El Pistolero“, Luis Suárez, à exatamente uma temporada estava desligado do Barcelona, local que era uma segunda casa como ele mesmo declarou algumas vezes. E se não fosse bastante ser descartado ainda ouviu dos dirigentes que não estava mais em alto nível e estava velho, ou seja, acabado para o futebol. Em um minuto, Koeman, que deve deixar o comando técnico do Barça ao final de uma modesta temporada, dispensou o craque uruguaio.
Desde a temporada 2013/14, o Atlético de Madrid não levantava a taça de campeão espanhol. Simeone, a quase uma década à frente dos Colchoneros, soube extrair tudo de Suárez e ele não desapontou ainda marcando o gol do título, no segundo tempo, numa virada sofrida por 2×1 sobre o Real Valladolid, como sua própria vida em um ano. São muitos ingredientes e requintes de emoção.
Muitos críticos davam como acabada a grande trajetória do atacante uruguaio. Esse lugar comum dos comentários é cruel porque esquecem que existe uma pessoa antes de ser um atleta.
Suárez é o mesmo da polêmica sobre racismo com Evra em 2011, do pênalti no último minuto contra Gana na Copa de 2010, da mordida em Chiellini na Copa de 2014 aqui no Brasil, do trio MSN que encantou o mundo com a camisa do blaugrana. Seja como antagonista ou como protagonista ele não passa despercebido dos torcedores, companheiros e adversários.
A celebração ao telefone com a família e em especial o choro de alívio e alegria com a superação mostram como na era dos descartáveis conseguir mostrar que ainda existe valor é motivo de muito orgulho. Até mesmo para grandes estrelas mundiais e Luisito é uma dessas estrelas.
Para nós mortais, superação, garra e entrega para os campeonatos do dia a dia da La Liga da vida! Parabéns Atlético, parabéns Suárez pelo título e principalmente por mostrar que existe um amanhã e ele pode ser bom. Em tempos de tamanha falta de esperança por tantos motivos, o desejo de mais saúde, alegrias e voltas por cima. Por mais gols de virada no segundo tempo na obra de arte que é a peleja da vida!
** A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Resenha da Torcida