ALEMANHA E O PROTAGONISMO DO CRAQUE SILENCIOSO

Texto escrito por Saul Teixeira

A seleção da Alemanha protagonizou uma ruptura histórica após a Copa do Mundo de 2002. Trocou o velho e competente pragmatismo pelo futebol propositivo e vocacionado ao ataque, embora sempre buscando o equilíbrio, é claro!

Sob o comando do antigo camisa 18 Jürgen Klissmann, a Copa de 2006 já foi uma grata surpresa em termos de desempenho para quem admira o Futebol Além do Resultado que busca o resultado. Campanha acima das expectativas muito pela “nova filosofia de futebol”. Elenco? Nomes como Schweinsteiger, Lahm, Ballack e Podolski. Medalha de bronze!

Quatro anos depois, estreava em Copas do Mundo o maior “craque” da atual geração: Thomas Müller, então atuando como ponta-direita. Sempre teve leitura e inteligência acimas da média. Capacidade de conclusão e último passe, idem. Aliás, grande parte da Bola de Ouro e dos recordes, o polonês Robert Lewandowski deve ao camisa 25 do Bayern. Quase ninguém fala isso, porém! Será? Faz parte. Futebol permite inúmeras abordagens.

Sem habilidade para driblar cones nos treinamentos, colocar a bola nas costas ou para conclusões espalhafatosas. Futebol simples, objetivo, mas, afortunadamente, determinante, cirúrgico, decisivo, peremptório, definitivo! Em 2014, a consagração! Tetracampeonato contra a Argentina no Maracanã após um tal 7 a 1 na semifinal contra os mandantes. Novamente sua “craqueza silenciosa” foi crucial para o triunfo.

Em 2018, decepção padrão Fifa. Vexatória eliminação ainda na fase de grupos. Müller jogou pouco, bem pouco, quase nada! Logo depois,
foi alijado da seleção junto a outros medalhões. Na época discordei, o que também faço em relação a seleção brasileira. Renovação é um processo que demanda tempo, não adianta ser “goela abaixo”. Entre o “velhinho” bom e o “novinho” mais ou menos, um brinde a Thiago Silva e Dani Alves.

Joachim Löw, que era auxiliar de Klissmann em 2006, e liderou a ‘Seleça’ nas últimas Copas, enfim, reconhece o equívoco na convocação para a Euro 2020 que será disputada, agora, em 2021. O mesmo é válido para o zagueiro Mats Hummels. Também é verdade que a dupla está jogando o que há muito não jogava.


Voltando ao nosso protagonista, TM tem atuado atrás do centroavante, como camisa 10 moderno (pela ocupação do espaço) e à moda antiga (pela geografia do campo), ou seja, desempenhando a célebre função de ponta-de-lança.


Enfim…


As definições de muita bola e pouca mídia foram atualizadas com sucesso. Em alemão, claro! Embora a linguagem do Futebol seja Universal, né??? Umarmung. Ou melhor, abraço!

** A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Resenha da Torcida

Share this:

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Gravatar