Texto escrito por Saul Teixeira
Não é sempre que se vence um Tri da América por 6 a 1. Embora o Olímpia esteja muito abaixo da sua tradição, a atuação do Inter teve evoluções significativas na comparação do colorado com ele próprio. O desafio do momento é brecar as oscilações.
Taison, a cereja do bolo! Embora o confeiteiro Miguel Ángel Ramírez recém tenha iniciado o trabalho na padaria do Beira-Rio. E, portanto, alguns doces naturalmente ainda sejam indigestos, como a titularidade de Marcos Guilherme frente às ausências de Patrick e Palácios.
Camisa 10. Braçadeira de capitão. Identificação com a torcida e qualidade muito acima da média para os padrões sul-americanos. A reestreia de Taison foi pra lá de promissora e surge como esperança à nação colorada. D’Ale recebeu o bastão de Fernandão. Doze anos se passaram.
Taison sabe o que representa ilustrado pelas entrevistas em que sempre enaltece o grupo. Também elevou o repertório: 4-3-3, 4-1-3-2 e 4-2-3-1 foram apenas algumas variações tendo no ex-camisa 7 com a “chave” que altera a dinâmica ofensiva.
O retorno de Saravia foi a outra grande boa nova da noite. Ao lado do golaço de bicicleta de Caio Vidal, com assistência do próprio argentino. Nonato e Praxedes também ingressaram muito bem. Yuri Alberto ilustra o leque de alternativas para a referência: falso 9 com Galhardo; 9 movediço com Alberto ou clássico com Guerrero, em que pesem os últimos capítulos vexatórios extracampo.
Entretanto, o projeto, a ambição e os sonhos colorados passam necessariamente pelo “clássico” camisa 10. No sentido de protagonista. Taison é a versão contemporânea dessa entidade. Arco ou flecha, como dizem os analistas atuais.
Em futebolês raiz, é um atacante que acelera, passa ou arremata conforme o contexto. Não basta usar a 10, é preciso merecê-la. Na primeira amostragem, Taison não deixou a desejar…
** A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Resenha da Torcida