O QUE PODEMOS APRENDER COM A CRISE FINANCEIRA DOS CLUBES BRASILEIROS?

Texto por Felipe Rigaso

Grande clube do cenário brasileiro, o Cruzeiro hoje é lembrado pelo vexame administrativo que culminou com a queda pra série B e que quase levou o time a terceira divisão do futebol nacional. O amargo de seguir mais uma temporada longe da série principal do campeonato brasileiro, precisa ligar o alerta de boa parte dos times considerados grandes, a crise cruzeirense ensina muito.

As contratações astronômicas incharam a folha salarial, os títulos recentes (Brasileiros 13 /14 e as Copas do Brasil 17/18) que escondiam a péssima administração e a desonestidade dos mandatários, fizeram o Cruzeiro afundar financeiramente em 2019 e segundo dados da empresa de marketing Sports Value, o clube se tornou o segundo clube do Brasil mais endividado, ficando atrás apenas do Botafogo, que também jogará a série B em 2021.

Apesar de todo esse caos na história do Cruzeiro, alguns clubes continuam fazendo uma má gestão e um péssimo uso do dinheiro do clube, um exemplo atual é o Corinthians, que na minha opinião se não se movimentar em ajustar as finanças, pode repetir o time mineiro e também amargar uma série B, o que no caso do time paulista seria uma segunda queda.

Nomes como o de Dúilio Monteiro desanimam ainda mais o torcedor corintiano, uma vez que é do conhecimento de todos a aproximação do atual presidente do clube com Andrés Sanches que deixou o cargo no início desse ano. Dúilio parece não ser o cara que vai acertar os caixas do clube.

Contratações questionáveis, decisões erradas e um grande número de jogadores processando o clube, esse é a realidade do Timão, além disso o desempenho em campo não tem sido nada favorável, e jogadores como Luan, Ramiro e Jô são sempre questionados pela torcida.

No caso do Luan a expectativa era enorme, o jogador foi rei da América em 2017 hoje é apenas reserva de Mancini, quando relacionado, vale lembrar que o salário do atleta é de aproximadamente 700 mil reais, assim, o custo benefício é super baixo, o atleta não entrega em campo o que se é esperado com o alto salário.

Jô, ídolo da torcida, também está queimado, e é questionado sobre sua forma física, e a falta de gols, o atacante corintiano também tem vencimentos altos.

Outro fator difícil de entender, é a categoria sub-23 que não dá retorno algum e apenas amplia os custos do clube, se um jogador que atingiu 22 anos ainda não vingou no profissional, qual a chance do mesmo se tornar um craque?

O futuro vai dizer o que vai ser da temporada do clube e do buraco financeiro que se criou, mas o trailer desse filme de terror já está no ar, e como diria Galvão Bueno: Haja Coração.

** A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Resenha da Torcida

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