Texto escrito por Kauan André
Um Clássico não é só um jogo comum, um clássico é um campeonato a parte, muitas vezes mais importante que uma final. Vimos muitos exemplos disso ao longo da história do futebol. Aonde a ganhar um clássico é ganhar uma verdadeira guerra. Um clássico mexe com a imaginação dos torcedores, com os sentimentos e gera paixões.
Melhor do que ganhar um clássico é ganhar do seu maior rival em final de campeonato e nós últimos anos vimos isso acontecer nos maiores campeonatos do mundo.
A maior rivalidade das Américas, e umas das maiores do mundo (que sá a maior), Boca Juniors X River Plate, o El Clásico Argentino, disputaram a maior final da história da Libertadores da América. Sim, sem exagero, a maior de todas. O título mais importante da história do River Plate foi conquistado em 2018. E por conta da rivalidade, (e violência exagerada da torcida do River), a final foi levada para Europa. Nunca antes na história uma final de Libertadores foi jogada no Santiago Bernabéu, Estádio do Real Madrid. Com gols de Pratto, Quintero e Pitty Martinez o River Plate se sagrou Campeão, o único gol Xeneize foi o gol de Darío Benedetto. (Eu sei que você lembra muito bem dele torcedor Palmeirense)
Temos que agradecer a Deus por ter nascido nessa época e poder ver uma final desse tamanho.
Não só nas américas vimos algo assim, no final do ano passado, no continente africano, aconteceu algo muito parecido com o que vimos com Boca Juniors e River Plate. Na final da Liga dos Campeões da CAF, (o equivalente a nossa Libertadores da América). Al-Ahly e Zamalek se enfrentaram
Também conhecido como o Derby do Cairo, o clássico é de longe o maior de toda a África, aonde as duas equipes mais vencedoras do continente se encontram. Assim como River e Boca, eles são times da mesma cidade, segundo a FIFA, Al-Ahly e Zamalek são os maiores clubes africanos do século XX, mas não se dá somente pelo número de títulos continentais, mas pela capacidade dessas duas equipes de despertar em suas torcidas uma paixão raramente vista.
A final deu tudo que um clássico poderia oferecer de melhor, emoção, gols e confusão (sim eu sei que vc gosta de uma boa confusão). Com gols de A. Al-Sulaya (Al-Ahly), Shikabala (Zamalek) e M. Magby (Al-Ahly), a final ficou 2×1 para a equipe do Al-Ahly sendo o gol de Magby aos 86′ decidindo o jogo. Nos acrecismos os jogadores M. Mohamed (Zamalek) e M. El Shahat (Al-Ahly) foram expulsos. Assim como o River, esse é de longe o maior título da história do Al-Ahly.
Na Europa não foi diferente em 2014 e em 2016. A final da UEFA Champions League desses anos foi feita por clubes da mesma cidade, Real Madrid e Atlético de Madrid, o Derby de Madrid como é conhecido, foram jogados em Lisboa (Estádio da Luz) e na Itália (San Siro).
Nessas finais a emoção foi o que falou mais alto, como esquecer a cabeçada milagrosa do Sérgio Ramos em 2014? O jogo estava praticamente ganho pelo Atlético e no último minuto Sérgio Ramos literalmente rouba o título das mãos de Griezmann, Simeone e da Torcida Colcionera. 2014 seria o ano perfeito, seria o melhor ano da história do Atlético de Madrid, haviam se sagrado campeões espanhóis e quase conseguiram se sagrar campeões europeus em cima do seu maior rival. Pra alegria de muitos e tristeza de vários o Real se sagrou campeão daquele ano por 4-1, sendo 3 gols na prorrogação, o primeiro tento do jogo foi feito por Diego Godin, zagueiro do Atlético, aos 36′ de jogo, aos 90+3′ gol de cabeça do Sérgio Ramos, aos 110′ gol de Bale, aos 118′ foi gol de Marcelo e aos 120′ de pênalti CR7 fecha o placar, nesse ano CR7 se sagrou campeão, melhor do mundo e artilheiro da champions fazendo 17 gols em uma única edição.
Em 2016 a torcida Colcionera teve esperança para a tão sonhada redenção na UEFA Champions League. Com Griezmann em grande fase a torcida só queria uma coisa se vingar de 2014.
Aos 15′ Ramos, (de novo ele), marca para o Real Madrid, mas como todo bom clássico tem que haver emoção aos 79′ Carrasco marca para o Atlético e deixa tudo igual. Ascendeu uma chama de esperança para a torcida do Atlético de poder finalmente ganhar uma Champions League, o jogo foi para prorrogação, sem gols. Então começou a disputa de pênaltis, nessa hora a camisa do Real Madrid pesou, todas as cobranças dos dois times entraram estava 3-3, até que Sérgio Ramos (sempre ele) marca o 4° gol de pênalti, Juanfran perde o seu pênalti. Ficou tudo nas mãos do CR7, a última bola, e o pai adora decidir, com uma cobrança perfeita do robozão o Real se sagra campeão novamente em cima de seu rival de cidade, e começa uma dinastia na Europa conseguindo mais dois títulos em sequência.
** A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Resenha da Torcida