A Copa do Mundo de 2022, no Catar, trouxe à tona um debate já conhecido dos brasileiros: Neymar é, de longe, o jogador mais caçado em campo. O camisa 10 da Seleção Brasileira sofreu uma quantidade impressionante de faltas durante o torneio, números que superam os de suas participações anteriores em Copas.
De acordo com dados estatísticos, Neymar foi derrubado em média mais de cinco vezes por partida na Copa de 2022, um ritmo superior ao registrado no Brasil em 2014 e na Rússia em 2018. A marcação cerrada sobre ele não passou despercebida pelos torcedores e pela imprensa esportiva mundial.
Muitos especialistas apontam que a arbitragem poderia ter protegido mais o jogador, mas o estilo de jogo agressivo dos adversários fez parte da estratégia para anular o principal criador de jogadas do Brasil. Apesar das pancadas e do desgaste físico, Neymar liderou a equipe em assistências e momentos decisivos, mostrando sua importância mesmo sob pressão constante.
Em comparação com outras Copas, Neymar sofreu:
- Copa 2014: média de faltas menor que em 2022, com cerca de 4 faltas por jogo.
- Copa 2018: também abaixo do registrado no Catar, com média próxima de 3,8.
- Copa 2022: Neymar foi derrubado em média mais de 5 vezes por partida.
O dado reflete não apenas a forma como Neymar é visto pelos adversários — como a maior ameaça ofensiva — mas também a evolução tática das defesas, que priorizam parar o jogador a qualquer custo. O técnico Tite, em entrevistas, já havia alertado para a necessidade de maior proteção aos atletas criativos.
Para os fãs do futebol brasileiro, saber que Neymar é o jogador mais caçado em campo não é surpresa. Mas os números da Copa de 2022 confirmam que o fenômeno se intensificou. Resta saber se as entidades do futebol tomarão medidas para preservar o espetáculo e a integridade dos craques.